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      Família

      Cama compartilhada. Uma boa ideia?

      04/04/2016 POR Bruna Brenneisen

      Hoje trago mais um assunto importante e polêmico por aqui. Polêmico porque é muito pessoal, no qual cada mãe tem uma opinião, e claro, eu vim partilhar da minha experiência com o assunto, a partir do relato do que eu vivi.

      Quando se fala em colocar o bebê dormir junto com os pais na mesma cama, as opiniões dos pediátras e especialitas no assunto costuma salientar o quão insegura é esta atitude, isso porque favorece a possibilidade de sufocamento do neném. Não vou negar que isso sempre me assustou, afinal, é fato comprovado, e sendo assim desde antes da minha primeira filha nascer sabia que não queria optar por dividir a cama que é do casal, com a minha filha. Entretanto, as coisas fugiram do planejado. A Clarinha nasceu e com ela vieram algumas dificuldades...

      Os primeiros meses da chegada de um novo e pequenino membro a família são extremamente exaustivas, as noites são intensas e exigem muito da mamãe. Clarinha acordava o tempo inteiro para mamar, fora às trocas de fraldas e as vezes em que ela simplesmente perdia o sono. Eu como estava exausta de toda a rotina diurna puxada, queria muito descansar, e uma alternativa para isso, era dar de mamá deitada. Colocava a Clarinha do meu lado, e dava o peito a ela... ali podia cochilar por alguns momentos, e quando ela chorava pedindo mamá novamente, o peito já estava ali, pertinho dela, então era muito mais cômodo dar a ela novamente. Muitas, muitas vezes mesmo eu fazia isso no automático, sem ao menos me dar conta do que havia feito - o que me deixava bastante assustada e com um pouco de medo. O sono e cansaço eram tão fortes, que sem querer muitas vezes eu acordava e via que minha filha estava do meu lado, que eu havia a pego do berço e nem sequer tinha me dado conta disso.

      O fato é que com o passar do tempo a Clara foi se tornando cada vez mais apegada a estar do meu lado, grudada em mim, mamando todo o tempo e colocar ela no berço ia ficando mais e mais difícil. Meu esposo tem um sono bem pesado e eu tinha muito medo que ele pudesse rolar pra cima dela, e para que isso não acontecesse, encostava a cama na parede toda a noite, colocava almofadinhas para que a pequena Clara não ficasse lado a lado da parede, e não deixava que ela ficasse no nosso meio, sendo assim, ela ficava apenas do meu lado. Uma dificuldade era que eu deveria permanecer todo o tempo do mesmo lado, pois não poderia dormir de costas pra ela, pois tinha medo de acabar pegando num sono mais pesado e sufocando minha filha, dessa forma ficava na mesma posição toda noite o que era bastante desconfortável. Eu e meu marido não somos pequeninhos e nossa cama não é daquelas enormes, compridas e largas, então de fato era bem apertado e quanto mais a Clara crescia, mais apertado ficava. Sem contar que ela foi se tornando extremamente espaçosa, conforme foi crescendo e ficando esperta, fazia maior birra se sentisse que o papai estava chegando qualquer parte do corpo perto dela. Incrível!

      A dificuldade maior veio com o passar dos meses. Ela não estava ligada somente ao fato dela dormir conosco, mas ao fato de que dormindo do meu lado ela exigia ficar todo o tempo (mas é todo o tempo mesmo, a noite inteirinha) grudada em meu peito. Eu já não podia me mexer, tentar tirar delicadamente a fazia chorar muito alto sem parar... Teve um dia que tentei por mais de uma hora deixar ela chorando enquanto tentava a acalmar explicando pra ela que meu peito estava doendo muito, mas ela só parou assim que dei o seio a ela. Não dormia mais a noite porque ela passava todo o tempo sugando meu seio, que por conta da segunda gestação estava extremamente sensível. Foram algumas tentativas de passar ela para o seu berço e seu quarto, mas como chorava muito eu acabava desistindo em algum momento. Porém, depois de uma noite de muito cansaço sem dormir, levantei decidida a dar tudo de mim para que essa mudança acontecesse, conversei com o meu esposo e iniciamos uma nova etapa em nossa vida, que inha como objetivo fazer essa trasição da Clara para o seu quartinho, e para nossa felicidade, conseguimos! Mas isso é assunto para outro post, no qual vou compartilhar dicas para que essa passagem possa ser feita com mais eficiência, caso você também enfrente dificuldades.

      Não me arrependo de ter feito tudo que fiz, mas hoje enxergo melhor os frutos negativos que isso trouxe para nós, por isso, quero mesmo fazer diferente com o Francisco, nem que isso me exija mais no começo, mas sei que valerá a pena mais tarde.

      Em resumo disso tudo que falei, vou elencar abaixo os pontos bons e ruins que tirei dessa experiência para que você possa tirar suas conclusões:

      Pontos negativos:

      * Risco de sufocamente do bebê;

      * Como o passar do tempo, amamentar a noite tornou-se a pior dificuldade, pois minha filha exigia permanecer no peito durante todo o tempo e machucava muito meu seio;

      * O espaço para nós três ficou muito pequeno, e nem eu, nem meu marido, nem a própria bebê dormíamos confortavelmente. Era bastante apertado e isso influeciava demais na qualidade do nosso sono;

      * A intimidade do casal fica extremamente comprometida, e era impossível ter qualquer tipo de aproximação dividindo a cama com ela;

      * Até um simples ato de assistir um filme qualquer no quarto com o marido depois que o bebê dorme, era impossível, pois além de eu ter que dar o mamá, ela se incomodava muito com o barulho da TV e acordava;

      * Notei que ela ficava cada vez mais dependente de mim, querendo ficar comigo o tempo inteiro. E quanto mais crescia, mais tinha uma opinião forte e resistente a ideia de passar ela pro seu quarto.

      Pontos positivos:

      * Nos meses iniciais, não precisava levantar da cama para amamentar. O que me fazia descansar melhor;

      * Quando minha filha estava doente com suas crises de bronquite, dar toda a atenção a ela e cuidar de sua saúde era muito melhor estando do seu lado, ouvindo sua respiração e acompanhando cada mundaça;

      * Uma das sensações mais deliciosas da vida, é deitar na cama, abraçar aquele corpinho pequeno, sentir o cheirinho do perfume de um filho e ficar admirando aquele rostinho perfeito. Meu mundo parava!

      Enfim, vale a pena refletir muuuuito sobre sua decisão para que possa ficar feliz e não se arrepender futuramente. Espero ter ajudado!

      Crédito foto: Shutterstock

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      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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  • Sabe aquele tipo de casal que você fala: “-Mano, eu boto muita fé neles!”!? É esse casal da foto que casou ontem. Costumo dizer que pra um casamento ser pra sempre nos dias atuais, com tantas possibilidades de desistir pelo caminho sendo cada vez mais facilmente oferecidas, somente é possível tendo Deus no meio, porque daí o casamento passa a ser vivido em sua totalidade. Sabemos que nos casamos não só com a figura do no nosso companheiro (a), é um laço com Deus, e é eterno. Esse casal aqui tem Deus no meio, início e final. Inspiram espera, renúncia, persistência e alegria pra viverem tudo isso! Carol, Mú, vocês costumam falar que somos inspiração pra vocês, preciso dizer aqui que vocês nem sabe o quanto também são inspiração pra gente, daquele tipo que faz pensar: “-Tomara que meus filhos sejam como eles!” Parabéns por ontem e por toda história de vocês. Estaremos aqui pro que der e vier! Amo vocês! ❤️ #ogrinhosday
  • Só eu que tenho vontade de esmagar demais!?
  • Dia de sentir Deus em todos os lugares. Até brincando aos sons dos passarinhos! ❤️
  • Aqui está o meu coração! ❤️ #família
  • O Rio de Janeiro continua lindo [...]
  • Alguém falou “diversão!?”
  • Mais uma viagem deliciosa começou. Dias pra ficar pertinho, colado, praticamente grudado, porque se essa não é a parte mais deliciosa de uma viagem em família, eu não sei qual é! ❤️ #família #amormaior
  • 5 anos atrás iniciava um novo ciclo que escreveria toda a história da minha vida dali em diante. 
Como diz a poeta: “Tú é o ser mais bonito que eu tive a sorte de conhecer!” Te amo @soudarlan ❤️
  • Inspirados e revigorados para dar e ser o melhor que pudermos naquilo que amamos. Trabalhar pra nós é uma missão, uma forma de ser feliz, fazer pessoas felizes e um mundo melhor. (Fotos RD 2018 e RD 2017) ❤️
  • Minha mocinha! ❤️ Minha parte!
  • Meu mocinho! ❤️ Minha parte!
  • Parece que foi ontem mesmo que eu pedia incessantemente a minha mãe, que me deixasse dormir na casa da minha prima Táta. Eram os dias mais esperados da minha infância! Alguns aninhos mais tarde chegou a hora das nossas filhas fazerem a mesma coisa. Emocionada estou, apenas isso. ❤️
Duas Clarinhas lindas que mais parecem irmãs do que primas! 😝
  • Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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