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      Mãezinhas

      A minha experiência com a amamentação prolongada

      05/08/2016 POR Bruna Brenneisen

      Não é novidade pra mim ouvir a frase carregada de grande crítica: "O quê? Você ainda amamenta a Clara?". A frase seguinte a esse comentário pode variar, mas não muito, fica entre as opções: "Nossa, mas ela já está grandinha!", "Nossa, que loucura", "Nossa, mas vai prejudicar o bebê que está na sua barriga?" ou "Nossa, mas quando vai parar?". O "nossa" geralmente está presente, que é para deixar claro a indignação com a situação.

      Confesso que quem mais se espanta e se assusta nessa história toda, sou eu, em perceber como algo tão bom pode ser encarado por tantos como algo ruim. Claro que também não vejo maldade em todos que me perguntam sobre a amamentação, porque sei que muitos falam por curiosidade, a fim de tentar conversar mesmo. Mas convenhamos que aqueles comentários carregados de desamor, a gente nota logo de longe, não é mesmo?

      Minha experiência com a amamentação é incrivelmente única, tanto quanto qualquer outra mãe que tenha tido a oportunidade de passar por essa experiência, e vou compartilhar resumidamente pra vocês. Mas vale ressaltar que é a minha situação, que para você pode ser diferente, pode ser mais "fácil ou difícil!", mas é o meu caso que narrarei. Sempre desejei e sonhei com este momento durante a gravidez, queria muito, muito mesmo poder amamentar. Quando grávida, todos os dias quando tomava banho apertava o seio pra ver se já não tinha algum sinal de leite, mas nunca havia nada. Tinha um certo receio que ocorresse algum problema que me impedisse de conseguir dar de mamá, afinal, isso é algo mais comum do que se imagina, ocasionado por diversos fatores distintos. Mas apesar de não ter uma só gota de leite antes do nascimento da Clara, assim que ela saiu de dentro de mim e foi colocada do meu lado, foi instantaneamente procurando por meu seio. Que momento inesquecível. Já havia lido e ouvido falar sobre este instinto natural que faz o recém-nascido procurar e sugar o seio da mãe, porém, na prática isso é muito mais emocionante do que se imagina, e muito "louco" também. Parece não fazer sentido como aquele serzinho tão pequenino que há poucos minutos atrás eu não conhecia, pois estava dentro da minha barriga, está agora mexendo sua cabecinha tentado encontrar meio seio e assim que o encontra tenta sugar o leite? Nunca ninguém disse isso a ele. Ninguém havia ensinado como fazer ou contado, explicado, ilustrado qualquer coisa sobre seios, leite, sucção ou qualquer coisa do tipo. É fascinante!

      Entretanto, depois de todo esse fascínio, tiveram início as dificuldades. Passei a sentir muita dor no seio logo no primeiro dia, e cada mamada começou a ser torturante. A dor era muito forte, indescritível. Me fazia chorar instantaneamente. Os seios sangravam e ficavam com grandes hematomas roxos. Clara precisava mamar o tempo todo. Eu era a provedora do seu alimento. Responsável pelo seu crescimento saudável e não poderia deixá-la sentir fome. Mas como lidar com tanta dor? Não queria chorar enquanto amamentava para que ela não fosse afetada, para que ela não sentisse isso, afinal esse era um momento especial, mas "chorar" não era uma escolha, era uma condição. As lágrimas escorriam inevitavelmente. Todo esse sufoco demorou cerca de um mês... Mas eu tinha certeza que passaria, cada mamada era uma grande luta. Minha mãe sofria de me ver daquele jeito e algumas vezes sugeriu que tentássemos recorrer a mamadeira, mas eu queria poder me esforçar ao máximo, porque eu sentia dentro de mim que isso não duraria pra sempre! E não durou. 

      Passados esse primeiro mês as coisas começaram a melhorar naturalmente e as dores se tornaram cada vez mais suportáveis até se extinguirem de vez, e então pude desfrutar de fato de toda a delícia que era viver esse momento. Assim foi até os 6 meses de vida da Clara, pois ela ficou exclusivamente com o peito até essa idade, e a partir daí começamos a introduzir os primeiros líquidos e refeições.

      Hoje ela está com 1 ano e 9 meses e ainda é amamentada no peito, mesmo eu estando com 9 meses de gestação. Ouvi muitas teorias de que teria que parar, mas pesquisei muito sobre isso e confiei também no que diz minha médica, de que o Francisco não seria afetado. Há alguns meses ela também toma seu leitinho na mamadeira, assim consegui dar uma boa reduzida na frequência das amamentações. Mas assim que acorda ou antes de dormir ela precisa desse leitinho que só eu posso oferecer a ela. 

      E por que deixaria de amamentá-la? Segundo informações do Unicef, no segundo ano de vida, 500 ml de leite materno fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% de proteína e 31% do total de energia que uma criança precisa diariamente. Isso sem falar do caráter imunológico que garante menos chances de alergias, dentre muitos outros benefícios dos quais eu certamente destaco o vínculo.

      Apesar de muito importante, amamentar passou a ser muito mais do que questão de saúde. Representa:

      Aconchego: ali ela se sente confortável, acolhida e amparada.

      Acalanto: é como uma canção de ninar, um prazer que ambas sentimos que transcende a linha do visível.

      Afeto: ali ela se sente querida, cuidada e amada.

      Presença: ali ela sabe que esse é o seu momento, que eu estou inteira para ela. Ela me tem e eu a tenho. 

      Carinho: é um gesto real e delicado, como uma verdadeira carícia que expressa amor.

      Segurança: ela sente que estou e sou presente. É como um refúgio no qual se ela pode confiar. Ela se sente protegida.

      Conexão: nesse momento somos só nós duas e mais ninguém. Nosso vínculo é tão forte que é possível enxergar. Estamos conectadas uma à outra.

      Depois de tudo isso, porque iria tirar a força isso dela, de nós? Não saio oferecendo mais o meu peito, mas quando ela sente sua falta, ela sabe que ela me terá, e num processo natural ela vai amadurecendo e deixando de tentar encontrá-lo com tanta frequência... é assim que tem acontecido.

      A minha experiência com a amamentação prolongada

      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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  • Sabe aquele tipo de casal que você fala: “-Mano, eu boto muita fé neles!”!? É esse casal da foto que casou ontem. Costumo dizer que pra um casamento ser pra sempre nos dias atuais, com tantas possibilidades de desistir pelo caminho sendo cada vez mais facilmente oferecidas, somente é possível tendo Deus no meio, porque daí o casamento passa a ser vivido em sua totalidade. Sabemos que nos casamos não só com a figura do no nosso companheiro (a), é um laço com Deus, e é eterno. Esse casal aqui tem Deus no meio, início e final. Inspiram espera, renúncia, persistência e alegria pra viverem tudo isso! Carol, Mú, vocês costumam falar que somos inspiração pra vocês, preciso dizer aqui que vocês nem sabe o quanto também são inspiração pra gente, daquele tipo que faz pensar: “-Tomara que meus filhos sejam como eles!” Parabéns por ontem e por toda história de vocês. Estaremos aqui pro que der e vier! Amo vocês! ❤️ #ogrinhosday
  • Só eu que tenho vontade de esmagar demais!?
  • Dia de sentir Deus em todos os lugares. Até brincando aos sons dos passarinhos! ❤️
  • Aqui está o meu coração! ❤️ #família
  • O Rio de Janeiro continua lindo [...]
  • Alguém falou “diversão!?”
  • Mais uma viagem deliciosa começou. Dias pra ficar pertinho, colado, praticamente grudado, porque se essa não é a parte mais deliciosa de uma viagem em família, eu não sei qual é! ❤️ #família #amormaior
  • 5 anos atrás iniciava um novo ciclo que escreveria toda a história da minha vida dali em diante. 
Como diz a poeta: “Tú é o ser mais bonito que eu tive a sorte de conhecer!” Te amo @soudarlan ❤️
  • Inspirados e revigorados para dar e ser o melhor que pudermos naquilo que amamos. Trabalhar pra nós é uma missão, uma forma de ser feliz, fazer pessoas felizes e um mundo melhor. (Fotos RD 2018 e RD 2017) ❤️
  • Minha mocinha! ❤️ Minha parte!
  • Meu mocinho! ❤️ Minha parte!
  • Parece que foi ontem mesmo que eu pedia incessantemente a minha mãe, que me deixasse dormir na casa da minha prima Táta. Eram os dias mais esperados da minha infância! Alguns aninhos mais tarde chegou a hora das nossas filhas fazerem a mesma coisa. Emocionada estou, apenas isso. ❤️
Duas Clarinhas lindas que mais parecem irmãs do que primas! 😝
  • Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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