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      Mãezinhas

      Uma mãe de prematuro

      13/05/2016 POR Bruna Brenneisen

      Mãezinhas, vou tentar resumir minha gravidez... Sempre sonhei em ser mãe, era algo que eu e meu esposo planejávamos e sonhávamos, até que tive a notícia: Estava grávida! Não me cabia no peito tanta alegria!

      Minha gestação foi muito tranquila, quase não sofri com enjôos, azias, inchaços e mal estar, fui bem cautelosa, tudo corria exatamente bem. Todos os exames e ultra-sonografias foram feitos e os resultados eram positivos, o nosso filho João Vitor estava ótimo, super bem. Contudo, no sexto mês da minha gestação, minha pressão subiu e não teve remédio algum que estabilizasse, eu estava com pré-eclâmpsia, pra nossa surpresa os médicos nos informaram que nós dois estávamos correndo risco de morte, e disse que não havia o que ser feito, a não ser, interromper a gestação. Naquele momento vi o chão se abrir, entrei em desespero, e além disso os médicos não me davam garantia alguma de que o João Vitor sobreviveria.

      Passei por uma cesárea de emergência, e graças a Deus meu filho sobreviveu. Minha gestação foi interrompida com 30 semanas, meu filho era prematuro extremo, o João Vitor nasceu com 1050 kg com apenas 29 centímetros. Por fim o dia mais feliz da minha vida, nasceu meu pequeno príncipe, conseguimos até fotografar a hora que ele nasceu, só que tudo foi muito rápido, não permitiram que nós país pegássemos ele aquele hora, ele tinha que ir às presas para UTI neonatal. Após minha recuperação e meu descanso pós parto, fui até a UTI, as enfermeiras já me aguardavam com um sorriso no rosto e um abraço acolhedor, e lá no fundo da sala na última incubadora estava meu filho, era um ambiente silencioso, só escutavamos o apito dos aparelhos, eu não me aguentei naquele momento, foi um desespero as lágrimas não tinham fim... a minha vontade era pegar meu filho nos braços e correr pra casa, nossa luta estava apenas começando, o João não respirava sozinho, se alimentava por sonda, eram exames diários... Todo dia meu bebê era furado, colhiam sangue uma, duas, três, quantas vezes precisasse, todos os dias. A situação mais difícil era não poder tocá-lo, gostaria de sentir o cheirinho do bebê dar um beijinho apenas, mas não era permitido, e eu tinha que ser forte pois ele dependia de mim, eu tinha que ficar naquele hospital 24 horas por dia, alimentá-lo de 3 em 3 horas, pois ele tomava meu leite materno pela sonda, eu ficava ali apenas observando ele pelo vidro, mas não tinha vontade alguma de sair por um minuto.

      A cada dia que eu chegava naquele hospital o coração parecia que ia sair pela boca, as pernas tremiam, a ansiedade de conversar com o pediatra e saber como ele estava, todos os dias era uma surpresa, tinha dias que escutávamos que ele não estava bem, que sua saturação não estava boa, ou que foi feito exame e constou uma anemia, que precisava de transfusão, era tudo desesperador, tinha dias que escutávamos apenas que ele estava estável, mas todo momento permanecemos fortes e com muita fé. O João precisou ficar 31 dias na incubadora sem contato algum conosco, ligado aos aparelhos, no 32 dia ele ganhou alta do respirador e nos ganhamos um super presente, pela primeira vez, eu pegaria o João. Iniciei um processo chamado ganguru, onde o motivo de fazer esse procedimento era ele passar a ter contato comigo mãe, sentir meu calor meu cheiro, foi incrível. A partir daí ele ficou lá mais 20 dias para ganhar peso. Mas todo o pior já tinha passado ele estava reagindo super bem.

      E foi através de muita oração e minha fé que vencemos toda dificuldade, e com 50 dias enclausurados na UTI o João ganhou alta, tiramos o avental e nos dirigimis a porta de saída, gracas a Deus nós íamos para o nosso lar, e ele não ficou com sequelas nenhuma. Tenho certeza que meu filho é um guerreiro, o sorriso dele é compensador, meu amor por ele é imenso. E tenho certeza que eu cumpri meu papel de mãe em todos esses dias e aguentei muita dor, tudo valeu muito pena.

      Abaixo eu deixo um texto chamado: A Carta de um Prematuro, essa carta faz parte da minha vida!

      "SER MÃE DE PREMATURO é ser pega pela surpresa e o despreparo.
      É não segurar seu filho nos braços quando nasce.
      É olhar pela incubadora.
      É sentir sua cria pela ponta dos dedos esterilizados em álcool gel.
      Ser mãe de Prematuro é ser viciada no monitor.

      É ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança. 

      São os benditos 88% de saturação. É tirar leite na máquina. 

      É ver o leite entrando pela sonda. 

      E torcer para a quantidade aumentar todo dia.
      É ter paranóia com o processo ganha/perde de peso diário.
      Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15. Isso é um desespero.
      É se incomodar com as aspirações e manobras, mas saber que é um mal necessário.
      É ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece.
      É chegar ao hospital com o estômago em cambalhotas com medo do que vai ouvir do pediatra.
      Para ser mãe de UTI tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia.
      Mesmo que seja a bendita palavrinha “estável” - significa que não melhorou, - mas também não piorou.
      E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia.
      Sinal de que não tem infecção.
      Mãe de Prematuro também tem rotina. UTI-casa-UTI de segunda a segunda. Sem descanso.
      E como é possível descansar?
      Para ser mãe de Prematuro é preciso muita fé.
      Porque na hora do desespero é você e Deus.
      É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre, ou pedir que acabe o sofrimento.
      Haja fé.
      E só com fé.
      É ser a Rainha da Impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada.
      Só confiar.
      É bater papo com seu filho através da incubadora.
      E ter lágrima escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos.
      Mas, ser mãe de prematuro é superação, é ter história para contar.
      É entender de um monte de doenças que ninguém nem imagina que existe.
      É contar o tempo de um jeito diferente.
      Idade cronológica e idade corrigida. É difícil de entender.
      É sair da UTI com festa e palmas. E deixar por lá amigos eternos e preciosos.
      Ser mãe de prematuro é ter medo do vento, da bronquiolite, do inverno e do hospital.
      Toda mãe é um ser guerreiro por natureza.
      Mas a mãe de prematuro, precisa ser guerreira em dobro.
      E isso nos difere e ao mesmo tempo nos iguala.
      Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda. Uma força que talvez venha de um útero vazio antes do tempo.
      Assim são as mães dos bebês que nascem antes..."


      Abaixo deixo algumas fotinhos que registram eternamente um pouco do nosso pequeno João naqueles dias tão difíceis:

       

       

      Mas depois da dificuldade veio a alegria:

       

      Depoimento de Fabíola Silva

      Foto principal: My Be Fotos

      Uma mãe de prematuro

      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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  • 5 anos atrás iniciava um novo ciclo que escreveria toda a história da minha vida dali em diante. 
Como diz a poeta: “Tú é o ser mais bonito que eu tive a sorte de conhecer!” Te amo @soudarlan ❤️
  • Inspirados e revigorados para dar e ser o melhor que pudermos naquilo que amamos. Trabalhar pra nós é uma missão, uma forma de ser feliz, fazer pessoas felizes e um mundo melhor. (Fotos RD 2018 e RD 2017) ❤️
  • Minha mocinha! ❤️ Minha parte!
  • Meu mocinho! ❤️ Minha parte!
  • Parece que foi ontem mesmo que eu pedia incessantemente a minha mãe, que me deixasse dormir na casa da minha prima Táta. Eram os dias mais esperados da minha infância! Alguns aninhos mais tarde chegou a hora das nossas filhas fazerem a mesma coisa. Emocionada estou, apenas isso. ❤️
Duas Clarinhas lindas que mais parecem irmãs do que primas! 😝
  • Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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