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      Mãezinhas

      Uma mãe jovem e realizada

      20/05/2016 POR Bruna Brenneisen

      Olá mamães e leitoras, eu sou a mãe da Isabelly e tentarei resumir um pouquinho da minha história e da minha experiência.

      Comecei assim como "mãe da Isabelly", porque quando nos tornamos mãe, parece que as outras mulheres que estão em nós ficam um pouco atrás desse papel maravilhoso, apesar de difícil. Eu fui mãe adolescente e solteira, mas sinceramente, a palavra mãe é tão forte e significativa, que não me importo com os adjetivos que possam vir depois, porque o que importa é que eu sou MÃE.

      Aos 14 anos eu trabalhava como modelo, iniciando na carreira, estudante da  8º série do ensino fundamental, estava em um namoro e passava pela separação dos meus pais, um momento que é bem delicado para qualquer filho. Quando a menstruação atrasou, veio aquele tremendo medo, e o único pensamento era "não posso estar grávida", então fui na ginecologista e marquei os exames de sangue e afins. Minha fé era tão grande que pedi a Deus que o exame desse negativo, e no momento que pedi, meu coração se tranquilizou sabendo que Ele me atenderia, mas o que eu não me dei conta, foi de que pedi para que o resultado do exame fosse diferente e nunca em relação a gravidez, e foi o que aconteceu no primeiro exame, e nos próximos que se seguiram.

      Nunca tive nenhum "sintoma" de gravidez além do sono, eu dormia em qualquer lugar a qualquer hora, nem mesmo a barriga havia crescido, estava apenas um pouco inchada, o que achava normal pelo atraso. Até que no dia 17 de maio de 2007, uma quinta-feira chuvosa, retornei à médica junto com a minha mãe, pois segui fazendo exames hormonais para ver o que estava acontecendo. Nessa consulta ela foi me examinar e, para minha surpresa, ouviu as batidas do coração da minha filha, minha mãe caiu dura no chão quando a médica disse "tem um bebezinho aqui dentro".

      O sentimento foi um misto de susto e medo, pois até então eu sempre pensava que isso nunca aconteceria comigo, ainda mais com aquela idade e na situação que estava, parece que a ficha não caiu na hora, a médica disse que pelos batimentos o bebe já havia completado 3 meses e estava com todos os órgãos formados... Saindo da consulta sentamos na sala de espera e eu comecei a chorar, tinha terminado o namoro com o pai da minha filha recentemente, meu pai havia saído de casa e a minha única renda vinha do meu trabalho de modelo. Comecei a fazer cálculos mentais de até quando o meu dinheiro iria durar e o que conseguiria comprar com ele, mas as lagrimas insistiam em cair, é muito difícil quando alguma coisa que não esperamos acontece, porque tudo o que se tem planejado é alterado.

      Quando cheguei em casa e realmente me vi como grávida, a única coisa que pedia para Deus é que viesse com saúde, eu sabia que eu daria um jeito de ser a melhor mãe que eu pudesse mesmo sem ter sido planejado, pensei em como estava sendo abençoada, em poder gerar uma vida dentro de mim, e a partir desse momento me tornei a mulher mais forte do mundo. Porque por ela eu precisava ser forte, forte para levantar a cabeça e continuar estudando mesmo com os olhares alheios e os dedos apontados para mim, forte para mostrar pra ela que juntas e com Deus, nem o mundo inteiro nos julgando conseguiriam nos derrubar. Em todos os momentos ruins eu lembrava de como Maria aceitou sua missão e de como o preconceito de antigamente ainda estava vivo na nossa sociedade, e como eu quero que a minha filha cresça num mundo melhor, enfrentei e enfrentarei todos, para que ela possa saber que é sim possível fazer escolhas e seguir o caminho que desejar, mesmo os outros achando que você não deve.

      Quando fiz minha primeira ultrassom, uma semana após ter descoberto a gravidez, vimos que era uma linda menina, e que não, eu não estava de 3 meses, mas de 5 meses encerrados. E ela era como pedi a Deus, toda perfeitinha e com muita saúde, lembro do detalhe que mais me chamou a atenção, o nariz, era tão perfeitinho e empinado.

      O pai da minha filha e a família dele queríamos que cassássemos, acho que assim como toda a sociedade, mas eu havia presenciado uma separação e sabia o quão doloroso era isso para um filho, jamais queria que minha filha passasse por isso. E os meus sonhos em estudar e ser Arquiteta ainda se debatiam dentro de mim, era algo forte demais. Eu sabia que era nova para ser mãe aos 14 anos mas me tornei, um filho a melhor coisa que pode acontecer na vida de alguém porque é vida e nos faz crescer tremendamente, já um matrimonio não pode acontecer assim, um matrimonio não é algo que deva acontecer de repente, tem que ser planejado, se ter a certeza. Eu sabia que sendo mãe eu conseguiria continuar a minha vida de estudante mas sabia que assumindo outro compromisso talvez eu fosse impossibilitada de buscar meus sonhos. E graças aos meus pais eu pude fazer uma escolha. Ele não entendia, mas no fundo a escolha era por minha filha também, que mesmo no ventre eu já amava tanto. Eu preferia que ela crescesse com os pais apenas namorando, já separados, e que quando estivéssemos ambos mais velhos e com a certeza de que queríamos casar isso acontecesse, mas ele não entendeu e foi embora das nossas vidas.

      Me via pela segunda vez em um momento delicado, aos 14 anos além de grávida me vi sem amparo de quem até então era meu namorado, e para os olhares alheios além de mãe adolescente agora eu era solteira também.

      Como descobri a gravidez na metade do ano e a previsão do nascimento da minha filha era para dia 24 de setembro de 2007, eu continuei estudando, estava a um passo do ensino médio e não estava doente, mas grávida, então achei que a melhor coisa que faria por mim e por ela seria continuar seguindo a vida normalmente e assim aconteceu. Lembro de no caminho para escola ter que ouvir muitos desaforos, porque continuei estudando e por não ter casado, tanto de alunos quanto de pais e da minha própria família, mas o apoio das professoras (que se tornaram minhas amigas) e o amor que eu já tinha pela minha filha, me fizeram levantar a cabeça e continuar mesmo abaixo de olhares e falas maldosas, até porque em mim crescia um amor junto com a barriga e era com isso que eu deveria me preocupar, e o tempo passou e eu conclui a oitava série pois quando ela nasceu eu já havia atingido a média na maioria das disciplinas.

      E no dia 24 de setembro de 2007, uma segunda-feira ensolarada, às 13h02, ela veio ao mundo, de parto normal, e maravilhoso, pesando 3.480 kg, toda peludinha e moreninha.

      E eu só tenho a agradecer, ela foi um anjo, uma bênção gigantesca ter ela como filha, nunca acordou de madrugada, nem para mamar nem por ter feito algo na fralda, nunca teve cólicas, não ficava doente e era um bebe muito tranquilo, e sempre esteve ao meu lado, desde pequena puxando a minha orelha e me defendendo. Hoje ela está com oito anos, eu voltei a trabalhar como modelo logo depois que ela nasceu, continuei a minha vida acadêmica e estou me formando na profissão que sempre sonhei, Arquitetura e Urbanismo, e tive ao meu lado o melhor impulso que alguém pode ter para seguir seus sonhos, que é o amor de um filho. É ele que nos dá assas.

      Depoimento escrito por Jenifer Cruz.

      Foto de seu arquivo pessoal.

      Uma mãe jovem e realizada

      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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  • Sabe aquele tipo de casal que você fala: “-Mano, eu boto muita fé neles!”!? É esse casal da foto que casou ontem. Costumo dizer que pra um casamento ser pra sempre nos dias atuais, com tantas possibilidades de desistir pelo caminho sendo cada vez mais facilmente oferecidas, somente é possível tendo Deus no meio, porque daí o casamento passa a ser vivido em sua totalidade. Sabemos que nos casamos não só com a figura do no nosso companheiro (a), é um laço com Deus, e é eterno. Esse casal aqui tem Deus no meio, início e final. Inspiram espera, renúncia, persistência e alegria pra viverem tudo isso! Carol, Mú, vocês costumam falar que somos inspiração pra vocês, preciso dizer aqui que vocês nem sabe o quanto também são inspiração pra gente, daquele tipo que faz pensar: “-Tomara que meus filhos sejam como eles!” Parabéns por ontem e por toda história de vocês. Estaremos aqui pro que der e vier! Amo vocês! ❤️ #ogrinhosday
  • Só eu que tenho vontade de esmagar demais!?
  • Dia de sentir Deus em todos os lugares. Até brincando aos sons dos passarinhos! ❤️
  • Aqui está o meu coração! ❤️ #família
  • O Rio de Janeiro continua lindo [...]
  • Alguém falou “diversão!?”
  • Mais uma viagem deliciosa começou. Dias pra ficar pertinho, colado, praticamente grudado, porque se essa não é a parte mais deliciosa de uma viagem em família, eu não sei qual é! ❤️ #família #amormaior
  • 5 anos atrás iniciava um novo ciclo que escreveria toda a história da minha vida dali em diante. 
Como diz a poeta: “Tú é o ser mais bonito que eu tive a sorte de conhecer!” Te amo @soudarlan ❤️
  • Inspirados e revigorados para dar e ser o melhor que pudermos naquilo que amamos. Trabalhar pra nós é uma missão, uma forma de ser feliz, fazer pessoas felizes e um mundo melhor. (Fotos RD 2018 e RD 2017) ❤️
  • Minha mocinha! ❤️ Minha parte!
  • Meu mocinho! ❤️ Minha parte!
  • Parece que foi ontem mesmo que eu pedia incessantemente a minha mãe, que me deixasse dormir na casa da minha prima Táta. Eram os dias mais esperados da minha infância! Alguns aninhos mais tarde chegou a hora das nossas filhas fazerem a mesma coisa. Emocionada estou, apenas isso. ❤️
Duas Clarinhas lindas que mais parecem irmãs do que primas! 😝
  • Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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