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      Maternidade e faculdade. É possível conciliar?

      25/04/2016 POR Bruna Brenneisen

      Certamente essas duas coisas são extremamente importantes e comprometem muito a vida de qualquer mulher. Por isso é impossível prever o quão difícil será a conciliação de ambas, mas uma coisa é possível dizer: "Sim, isto é possível!" Não será fácil, mas se seus objetivos estiverem bem discernidos e você estiver disposta a correr atrás deles, você poderá conseguir conciliar as duas coisas.

      Se dedicar a gravidez e a maternidade ou a faculdade? Esta é uma dúvida que insiste em assombrar a vida de muitas mulheres. Cursar um curso superior é saber que se tem compromissos dos quais você não pode abrir mão, e mais que cumpri-los por obrigação, você terá que realmente se dedicar para que eles sejam executados da melhor maneira possível, pois "levar com a barriga" acabará não sendo uma boa opção no final das contas. Estar presente nas aulas, prestar atenção, tirar dúvidas, estudar pra provas, fazer trabalhos para entregar, elaborar apresentações, cumprir as horas extras obrigatórias, ufa! É um tantão de coisa que cansa só de lembrar. Na grande maioria das vezes as pessoas tem que conciliar tudo isso com uma jornada diária de trabalho e demais compromissos pertinentes a vida de cada um, o que por si só não é fácil. Agora, como poder imaginar um bebê em meio a isso tudo? Como se preocupar com todas essas coisas, tendo que pensar em gerar um filho, passar por uma gestação que exige tanto da mulher em tantos aspéctos, psicológicos, físicos e emocionais? E depois que esse bebê nascer? Vai querer a mãe, vai precisar muito da mãe e exigirá obrigatoriamente muito dela.

      Por isso que essa é uma decisão tão difícil de ser tomada e também por isso, é fundamental que você analise sempre os dois lados, tente medir os dois pesos. É impossível prever as coisas, seria muito mais fácil se pudéssemos, afinal, não nos atormentaríamos tanto em poder tomar a decisão errada. Só na prática você verá o que realmente funciona na sua vida. Entretanto, refletir e analisar as situações antes que elas aconteçam te ajudará a diminuir as chances de escolher a opção errada, e ainda evitará possíveis frustações futuras. Digo isso, porque você pode ser assim como eu, que quando escolhe fazer alguma coisa, quer se dedicar para que aquilo dê certo, e caso não dê, acaba se frustando, se decepcionando consigo mesma. Agora se você realmente analisar as situações e resolver tentar enfrentá-las, saberá em qual barco está entrando, e se estiver disposta a embarcar mesmo assim, estará consciente do quão difícil pode ser a navegação.

      Mas antes de tudo e qualquer coisa, analise o que você realmente quer no momento. Quando engravidei da minha primeira filha, estava no início do último ano da faculdade. Foi uma gravidez desejada, mas eu estava muito ciente daquilo que teria que enfrentar. Desde o primeiro momento sabia que queria muito ser mãe, eu e meu esposo queríamos ficar grávidos e muito rapidamente conseguimos realizar esse sonho. Este era o meu sonho número 1, aquele que teria prioridade. Contudo, havia outro sonho que também era muitíssimo importante pra mim: conquistar o meu diploma. Se tivesse que escolher entre eles, eu saberia qual a opção que abriria mão temporiariamente, pois tinha discernido em mim o que era prioridade, mas eu não me senti na obrigação de fazer escolha nenhuma. Tinha dois sonhos e de fato acreditava que poderia alcançar os dois juntos. Um não me faria abrir mão do outro. Não sem eu tentar. E assim decidi continuar, tentando prometer pra mim mesmo que caso algo não saísse como esperado, caso eu tivesse que parar um tempo os estudos, eu pararia sem me sentir frustrada, mas com o sentimento de que eu tentei até aonde pude, dando o meu melhor. Mas não me permitiria não tentar. Ficaria para sempre imaginando: "Será que eu não poderia ter dado conta?". Então decidi por tentar os dois. E deu certo.

      Foi um ano intenso, muuuuuito intenso, diga-se de passagem. Era o ano de desenvolver o TCC, algo que por si só exige demais de qualquer pessoa (e confessando pra vocês, desde o primeiro ano da faculdade eu temia muito por esse momento). Mas dentre as coisas fundamentais para que tudo desse certo, o apoio das pessoas ao meu redor sem dúvidas foi umas das principais. Meu marido, minha mãe, minha família, meus amigos e professores. Todos me apoiaram muito, e me surpreendi com o quanto de amor eu recebi dos colegas de classe, dos coordenadores de curso, e de minha orientadora. Ter ao seu redor pessoas que querem o seu bem e acreditam que você é capaz, ajuda muito nesse momento. E desde o primeiro momento conversei com todos os professores abertamente e realmente senti o quanto todos acreditavam que isso era possível, me apoiavam, desejavam coisas boas e me compreendiam em muitos momentos.

      Não foi uma, nem duas vezes em que durante o ano eu pensei: "Poxa, não estou curtindo minha gravidez como queria!" Tinha que me dedicar a outras coisas e ficava chateada com isso. Principalmente quando a Clarinha nasceu. Em uma semana, já estava sentada na frente do computador tendo que fazer o TCC, que por mais que eu tivesse adiantado o máximo possível, ainda tinham coisas que deveriam ser feitas. Ter que abrir mão de ficar alguns momentos com ela, tão pequenina e recém-nascida, me deixava triste - e extremamente cansada. Mas eu havia colocado uma meta e quando me decidi, tinha me preparado para essas dificuldades, nunca tive a ilusão que seria fácil. Também não seria fácil se eu tivesse deixado para terminar esse um ano depois, na verdade, sempre achei que seria pior, pois querendo ou não, ela ficou um bom tempo em minha barriga enquanto eu estudava, era fisicamente e psicológicamente muito cansativo, mas seria ainda pior se tivesse que deixá-la todas as noites durante um ano inteiro. Provavelmente não conseguiria e nem faria questão de fazer isso no primeiro ano de vida dela, estenderia um pouquinho mais esse término. E de fato, hoje tenho muita consciência de que fiz a coisa certa.

      Enfim, se você está passando por esta dúvida cruel, ou conhece alguém que pode estar passando por isso, espero realmente ter ajudado um pouco. Não quero com este post dizer que você deve, nem que não deve parar de cursar a faculdade. Quero reiterar que você não precisa se sentir na obrigação de nada, que vale a pena tentar e que não adianta se frustar se você der o seu melhor. Cada pessoa passa por uma realidade diferente, e cabe a você decidir o que pode ser melhor pra você e esta vida que está aí dentro de sua barriga ou fora dela já.

      Lembre-se sempre se você decidir encarar essa dupla jornada, que apesar de difícil, valerá a pena se esta for realmente sua vontade, e que o que importa mesmo, é saber que você tentou. Caso descubra que não é esse o momento ideial, não desanime pois ele ainda vai chegar!

      Pra finalizar, deixo algums fotinhos que registram o quanto a Clarinha esteve presente comigo em todos os momentos mais decisivos desta conquista, e sou plenamente feliz por isso:

       

      1. Dia da sessão de fotos para o convite da formatura

       

      2. Jantar em comemoração a apresentação e aprovação do TCC.

       

      3. Minutos antes da Colação de Grau, dando as últimas mamadas (torcendo para que ela aguentasse as três horas seguintes sem mamar).

       

      4. Prontas para a festa da formatura!

      É issoaí, pessoal: foco, força e fé!

      Um abraço fraterno e até a próxima.

      Maternidade e faculdade. É possível conciliar?

      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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    Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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