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      Mãezinhas

      Pelo fim da violência física, mental e emocional contra a criança!

      03/06/2016 POR Bruna Brenneisen

      Dia 04 de junho é o dia Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão e nós precisamos falar sobre isso.

      Vamos imaginar uma situação. Você está em casa tomando suco de uva com um amigo ou amiga. Ele por distração ele bate no copo e vira todo o líquido em cima do tapete. "- Ah, não se preocupe!", você diz enquanto pega um pano para tentar ao menos secar a sujeira. Agora vamos imaginar a mesma cena, mas no lugar do amigo, imagine uma criança, seu filho, segurando o copo que deixa cair no chão. A raiva sobe a cabeça e você diz: "Seu tanso, porque não presta atenção no que tá fazendo. Tá dormindo? Pensa que eu sou trouxa? Some da minha frente antes que eu te quebre a cara!", ou na pior das hipóteses, dá algumas chineladas ou tapões da cabeça, na tentativa de fazê-lo "acordar pra vida!". Espero que para você isso também tenha parecido ridículo, mas infelizmente casos assim se repetem o tempo todo. Com adultos costumamos ser compreensivos, mas com crianças é fácil fácil 'perder a cabeça', talvez porque muitos pensem que não se deve o mesmo respeito a elas. Com uma visita, um parente ou um amigo, mantemos a compostura, mas com uma criança que é fruto de nossas entranhas, que nos ama incondicionalmente, nos respeita e admira como mães e pais, não temos o mesmo respeito e carinho. Controverso não é mesmo?

      E isso se repete o tempo inteiro... Sou totalmente contra qualquer tipo de agressão. Sou mãe e sei bem o quanto os filhos conseguem nos deixar nervosos. Fazem uma bagunça tremenda na casa, fazem birra no supermercado e mesmo pequenos chegam a nos desafiar algumas vezes. Eles testam nossos limites. E isso é natural até determinado ponto e idade. Quando a criança é pequena, ela está aprendendo o que pode ou não fazer. Ela veio ao mundo e não sabe quais são seus limites, o que é certo e o que é errado. Não é obrigação delas que nasçam sabendo, mas é obrigação do pai e da mãe que as ensinem. E muitas vezes ensinar exige o nosso tempo e a nossa paciência. Minha filha tem apenas 1 ano e 7 meses, mas é idade suficiente pra me deixar muito nervosa as vezes. Abre os armários da cozinha e tira todos os potes que eu havia acabado de arrumar. Espalha o macarrão e o arroz pela casa. Tenho duas opções: deixar o cansaso e nervosismo do momento tomar conta e gritar com ela para que não faça dando tapas na mão, ou respirar fundo, conversar com ela, mostrar a ela o deve ser feito, guardar os potes com ela no lugar e pedir pra que não faça novamente. Isso talvez não garante que ela não vai tornar a abrir o armário outro dia, mas certamente se repetir a minha atitude quando ela tornar a bagunçar chegará um momento em que ela vai entender e não tornará a repetir. Você acha mesmo que se tivesse dado alguns tapinhas nela ela não retornaria a fazer? Com certeza retornaria. Ela precisa aprender seus limites sobre o mundo que a cerca, e é meu papel ensiná-la, mas agressões não vão ajudar em nada nesse processo, pelo contrário, só atrapalham.

      Quando você discute com seu namorado, namorada, esposo, esposa, mãe, pai ou quem for... Você não bate neles não é mesmo? Claro que não... isso não se faz, não é natural. Eles são grandes, se você bater, vai levar também. Por mais nervoso que você esteja, não partirá para agressão. Agora por que com uma criança você se sente no direito de agredir? Ah, claro... Elas são pequenas, não vão retribuir. Mas que grande covardia, não!?

      Sei que esse assunto é BASTANTE polêmico e as pessoas tem diferentes opiniões sobre ela. Quem me acompanha por aqui, sabe o quanto tento fazer deste meio de comunicação, um lugar democrático, no qual cada um possa expressar sua opinião a vontade. Costumo cuidar muito (as vezes até demais), com as palavras usadas, para não ferir ninguém, para não ir contra o que ninguém pensa, para não ser mal interpretada, mas agora resolvi abrir meu coração e falar sem medo o que penso. Sinta-se no direito de discordar. Mas eu também estou no meu direito de expressar minha opinião! Mais que isso, defendê-la!

      Segundo Valéria Mendes, do Saúde Plena: "Entre os críticos da norma que alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e proíbiu a aplicação de castigos físicos a crianças e adolescentes estão os que levantam a bandeira dos conceitos de limite, o risco de se criar seres humanos mimados e, principalmente que fere os direitos individuais. No entanto, sabe-se que 85% dos casos de abuso físico violento se iniciam com palmadas. Ou seja, além de não terem o efeito 'educativo' que alguns pais podem alegar, os castigos físicos tendem a crescer em intensidade até alcançar tipos de violência mais graves. Segundo o Ministério da Saúde, as agressões são a quarta causa de morte entre crianças de 0 a 9 anos no Brasil." As crianças reagem de maneiras diferentes às palmadas. Isso explicaria a razão de alguns adultos de hoje afirmarem que, apesar de terem apanhado de seus pais, as agressões não terem prejudicado o desenvolvimento deles. No entanto, o autor da Cartilha Crescer Sem Violência, All  Crovell, diz que dificuldade de aprendizado, distração, dificuldade para se relacionar, depressão e tendência ao isolamento podem ser resultados de agressões físicas.

      Educar exige amor, paciência, carinho. E nada disso tem haver com permissividade. É possível e necessário educar com autonomia a partir de uma afetividade saudável. Muitas vezes somos nós, adultos, que devemos trabalhar melhor algumas questões em nós mesmos a fim de nos mudarmos, ao invés de querermos mudar nossos filhos à base de agressões. Eles precisam ser formados por nós! "A verdadeira autoridade é mansa. Os pais que a possuem não precisam bater, gritar, fazer chantagem ou serem violentos. Aqueles que têm autoridade cobram com calma e determinação; assim é que são respeitados. A maneira correta é sempre conversar, esclarecer, explicar os valores que a família nutre, e aí sim disciplinar com a afetividade” afirma a educadora Suely Buriasco, e complementa: “a criança não se atenta tanto ao que você diz, mas à forma como fala. Se você grita com seu filho, chama a atenção dele na frente dos outros, está humilhando ele. Além de não escutar a sua orientação, ele se magoará, e a repreensão terá um efeito contrário”.

      Para aqueles que ainda tem dúvidas sobre o assunto - e também para aqueles que não tem, deixo como recomendação de leitura obrigatória a ser feito por todo pai e mãe, o livro: "Criando filhos sem palmadas" de Lígia Moreira Sena e Andréia C. K. Mortensen. Eles trazem questões fundamentais sobre o tema respondendo perguntas como: Palmadas educam? Como disciplinar as crianças com amor e respeito, excluindo qualquer possibilidade de violência? O que é ensinado às crianças quando se usa a violência contra elas? O que mostram as pesquisas dos últimos anos sobre as consequências da violência praticada por pais e cuidadores? Por que as 'birras' acontecem? Como corrigir os filhos adequadamente? Que tipo de vínculo você pretende criar com eles? Alguns adultos dizem 'eu apanhei e sobrevivi'. Mas sobreviver é o bastante?


      Você é maior exemplo que seu filho tem! É a sua maior referência, sua inspiração. Ele aprende com você o tempo inteiro, a todo momento, com tudo o que você faz e certamente vai reproduzir com as pessoas o seu modo de ser e de tratá-lo. Crianças precisam de mais amor e menos agressões. O que você faz hoje, deixa marcas para o resto de sua vida.

      Finalizo deixando uma frase de uma cartilha lançada na Europa em 2008:  "Um 'tapa de amor’ é uma contradição da pior espécie. O perigo de fazer a conexão entre amar e machucar as pessoas deveria ser evidente.’’

      Alguns dados importantes:


      A cada dez minutos uma criança foi vítima da violência no Brasil em 2014. O dado faz parte de um levantamento das denúncias de maus tratos contra crianças e adolescentes, divulgado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal.

      - A grande maioria das vítimas (55,73%) tem menos de 11 anos e que as meninas (47%) são mais agredidas do que os meninos (38%). A violência mais comum é a negligência (37%), seguida de violência psicológica (45%), física (21%), sexual (13%) e outras (4%). Em 37,18% dos casos, o agressor é a mãe e em 17,64%, o pai.


      A violência sexual é a quarta violação mais denunciada no Disque 100 contra crianças e adolescentes, atrás somente de negligência, violência física e violência psicológica. Em 2015, a violência sexual foi relatada em 21,3% das 80.437 denúncias no módulo crianças e adolescentes. No total, foram registrados mais de 17 mil casos. Em cada denúncia é possível a notificação de mais de um tipo de violação. (Secretaria dos Direitos Humanos).

      O Disque 100 é um serviço mantido pela Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal. Ele funciona 24 horas, todos os dias da semana e o anonimato é garantido. Não compactue desse mal. DENUNCIE!


      Você pode ter acesso a planilha que mencionei no texto em: crescer sem violência.

      Pelo fim da violência física, mental e emocional contra a criança!

      A mãezinha

      Bruna Brenneisen

      Publicitária, 23 anos, mãe da Clarinha e do Francisco, e idealizadora do projeto Mãezinhas.com

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  • Esse sorriso me conquista todos os dias! 💕

#mãedemenino #maternidadenareal #happy
  • Foto dos dois serzinhos mais importantes na minha vida, que me fizeram chorar e sorrir muito nessa semana que antecede o dia das mães. Para quem não é mãe pode parecer bobo, mais um recurso capitalista para movimentar o comércio (e de fato pode até ser isso), mas, apesar disso essa data é incrível e mexe com o íntimo de uma mãe. Mexe com o meu pelo menos. 
A gente se doa tanto gratuitamente, é tanto amor, tanta entrega, que quando você vê o seu próprio filho cantando uma música especial, e você se dá conta o quanto ele esperou ansioso por aquilo, o quanto ensaiou, o quanto se preparou, o quanto te esperou, é fantástico! Como me senti amada! Foi possível perceber carinho, cuidado e atenção em tantos detalhes, desde a entrada do colégio até a saída. Um lugar que ecoa amor, e num tempo onde as pessoas estão tão estressadas e antipáticas, enxergar afeto nos detalhes me faz ver que nem tudo está perdido. Dou muito valor a cada coraçãozinho feito com carinho por cada professora. Quanta dedicação!

Me emocionei muito com meus filhos, mas me emocionei muito com o filho de gente que nunca vi, ao ver cada rosto feliz indo ao encontro de sua mãe, dando um abraço apertado com os olhinhos fechados, ou até mesmo com aquelas crianças que por ventura não tinham a presença de suas mães e se punham a chorar desoladas.

Que semana especial! Aí que entra aquela frase clichê do “tudo vale a pena”. E vale mesmo, eu não tenho dúvidas disso!

#diadasmães
  • Daqui a pouquinho estreia o @programadeusnocomando, na TV Evangelizar, comandado pelo amigo @peelinton. Que honra pra mim participar ao lado de pessoas tão queridas desse programa tão especial sonhado e planejado por Deus. Pra estreia vamos conversar sobre Fake News e muito mais. Assista no canal 20 da Net, ou baixando o app Evangelizar é Preciso!
  • Porque não basta fazer todo o circuito de arvorismo, tem que ser com o sorriso no rosto, rs.
#babandomesmo #filha #mãedemenina
  • Quero ser como criança, e me encantar com os pequenos detalhes da vida naturalmente. Sem fazer questão de enxergar a beleza das pequenas coisas, mas enxergá-las porque a beleza contida nos detalhes é infinitamente maior do que a pequenez dele.
Quero celebrar as minhas conquistas diárias da mesma forma que minha filha comemora quando assopra o seu brinquedo de fazer bolinha de sabão. As vezes ela nem sequer consegue fazer a tal bolinha, mas a felicidade em brincar com aquele objeto, de estar em contato com a água e a possibilidade de sair algo inusitado dele é suficiente pra deixá-la feliz, gargalhar e pular a cada nova tentativa.

Por que nós, adultos não somos assim? Quando foi que começamos a ficar tão exigentes conosco? Quando foi que 'não conseguir', passou a ser pior que, 'nem sequer tentar'? Quando foi a última vez que demos uma boa gargalhada, daquelas de deixar os olhos cheios de lágrimas e achar que o xixi vai escapar pela calça? Quando foi a última vez que demos pulos altos de alegria? Quando foi que andamos descalço na grama pela última vez e saltamos numa poça de lama cheia de barro? Quando foi mesmo que tomamos um delicioso banho de chuva, colocamos a língua pra fora e sentimos o gosto que ela tem?

Quando foi que passamos a achar que essas coisas pertencem apenas a infância? Quando foi que decidimos deixar tudo isso pra trás?

Isso eu não sei responder. Só sei dizer que sou grata que por meio de uma criança, com seus atos tão singelos, pude me despertar pra coisas tão grandiosas.  Desperte você também, feche seus olhos e entregue-se ao momento sem medo de ser feliz!
  • Nem nos meus mais lindos sonhos imaginei tanto! Deus e Sua generosidade! 🙏🏻 #família #amormaior #diversão
  • Vamos fazer um bom sábado, beleza!?
#filho #beleza #mãedenino
  • E aí, beleza!? 💕

Alegria dos meus dias! 😍

#maternidadefeliz #família #amormaior
  • O sorriso é porque uma parede da cozinha agora é mais um espaço pra criar e ser feliz! 
#maternidade #filha #criatividade
  • Porque as melhoras coisas são de graça! 😍

#filho #familia #banhodechuva
  • Desde que aprendeu a dar “beleza” com o dedo certo, há pouco mais de 1 mês, é só isso que ele faz o dia inteiro. É só passar um ser vivo do outro lado da rua (que talvez nem sequer tenha olhado pra ele) que os dedinhos polegares já se levantam com um largo sorriso rosto! E aí, beleza!?
💕
#mãedemenino #filho #amormaior
  • Filha e afilhada! As bailarinas mais lindas que já vi! 💕

#emoção #filha #afilhada #ballet
  • Bruna

    Brenneisen

    QUEM É ELA?

    Publicitária, 24 anos, mãe da Clarinha e do Francisco.

    É casada com Darlan, um papai designer e empreendedor muito dedicado, que não poupou esforços para dar vida a este grande projeto, chamado mãezinhas. Apaixonada pelas palavras escritas, criou o blog para compartilhar das experiências maternas com outras futuras e atuais mamães. Seu maior sonho sempre foi ser mãe, e torná-lo real dia após dia, torna-se uma grande e maravilhosa aventura da vida real, encarada corajosamente por tantas e tantas mulheres pelo mundo a fora.

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